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setembro 05, 2018

Peguei meus sonhos com as mãos!

Consturindo sonhos_depositphoto

Depois de uns meses refletindo o que faria com o Blog da Priscilla, voltei e voltei cheia de ideias. Precisei entender primeiro quais eram minhas prioridades e entrei em um caminho com duas saídas. Optei por traçar um terceiro rumo. Pus no papel quais eram meus sonhos e o que precisaria para chegar até eles. 

O Blog da Priscilla faz parte da minha essência, é minha terapia. Mas eu desejava mais. Eu queria de fato transformar o blog em um trabalho, algo que me fizesse acordar cedo e sentar para escrever com algum propósito maior. Foi aí que criei o site DNA do Lar, com a proposta de reunir todo o conteúdo sobre casa, limpeza, organização e família. 

Quem me acompanha aqui há anos sabe que eu comecei com textos autorais sobre minha vida, depois esmaltes, moda, beleza e seguiu o rumo da vida minha pessoal com casamento, casa nova e filho. Essa mistureba de temas uma hora me fez ver sentido algum nisso aqui e pausei. Voltei com a nova proposta.

O Blog da Priscilla a partir de hoje volta aos textos autorais da minha vida sim, mas levará exatamente a proposta old school dos blogs: a vida real por trás dos bastidores. Isso engloba os assuntos de maquiagem, beleza, moda, animais de estimação, desabafos de mãe e de trabalho, além de dicas relacionadas a esses temas. 

Todo o passo a passo de cuidados com a casa, receitas e tudo mais serão transferidos para o DNA do Lar. O que já tiver publicado aqui seguirá aqui, mas novos textos serão lá.

Dividindo dessa forma consegui ver com clareza o caminho para chegar ao meu sonho: escrever e ajudar as pessoas em suas vidas. Não quero ser um conteúdo vazio, quero cada vez mais fazer com que as pessoas saiam inspiradas com minhas publicações. Por isso, pode ser que aqui fique sem post alguns dias, já que eles precisam fazer sentido - e isso não se força em uma agenda. 

Já tenho alguns posts frescos para vocês, outros relacionados ao Youtube (que graças a Deus está indo bem) e, assim, desopilo dos assuntos relacionados ao trabalho. Escrevo por trabalho, escrevo por prazer também e para desopilar. Não sei ficar com os dedos e mãos paradas. 

Também resolvi abrir mão de uma certa obrigação textual que bem ou mal eu acabei entrando - o de agradar assessorias de imprensa. No fim, eu não recebia nada - e não falo apenas de presskit, mas nem um obrigado quando eu enviava o link. Se é para blogar, que seja por prazer. E só por isso eu voltei.

Tirei esse período de reclusão para pegar meu sonho com as mãos e colocá-lo em prática. O DNA do Lar está nascendo em diferentes frentes - Instagram, Youtube e site. Mas o Blog da Priscilla já está crescido e, como bom irmão mais velho, vai ajudar o menor a trilhar um caminho de alegrias e conquistas.

Que bom que você está aqui, o Blog da Priscilla voltou para mais uma fase de realizações!

Vamos em frente, tenho muitas ideias para compartilhar!

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julho 17, 2018

Pausa para reflexão: para onde eu vou?


Esperei muito tempo para chegar até aqui e escrever esse texto. Há muito tempo eu comecei a me questionar quem era o Blog da Priscilla. Quem me acompanha desde o início ou mesmo antes de eu engravidar, sabe que aqui foi meu lugar de desabafos, textões, compartilhamento do meu interior. Depois, comecei a compartilhar produtos que usei, looks, unhas, livros e depois a maternidade. Na sequência, assuntos de casa foram dominando. Amo tudo isso que escrevo, mas senti que não havia um foco. Senti que eu era isso tudo, mas meu conteúdo ainda não refletia o que eu queria abordar.

Senti falta da leveza de antigamente, de blogar, de dividir meus pensamentos mais do que produtos. De trazer ideias e soluções. De fazer rir com meus causos e de relatar minhas experiências. Confesso que o Youtube tomou um espaço e tempo na minha vida que eu não imaginava que tomaria.

Se antes ele era complementar ao blog, hoje o blog se tornou complementar a ele. Mas eu amo escrever, amo desabafar e sinto falta de relatar a minha vida em detalhes. Nas poucas que fiz isso no Instagram, muitas pessoas me cobravam mais textos, livro e tudo mais. Minha vida passou a ser assunto de casa – e isso não tá errado, só não deveria preencher esse espaço aqui.

Eu sempre falei que blogar era um lazer, algo por prazer e a vida foi me levando para um caminho de que ele se tornou meu trabalho. Algo que eu demorei a aceitar e acreditar. Mas se tornou. Fato, preciso admitir isso. Um trabalho que ainda não me remunera bem, mas me traz frutos sim.

Desde a virada do ano eu ando pensando em parar e repensar o Blog da Priscilla. Não só aqui, mas em todas as redes. Quem ele é e o que ele se tornou. Dentre todas as frentes que ele ocupa – blog, Instagram, Facebook, Youtube e Twitter – decidi começar pelo começo. Então o Blog da Priscilla vai ganhar uma pausa para reflexão e ver quem ele é e para onde ele quer ir.

O Instagram e Youtube vão seguir atualizados como sempre e os demais vão ficar como já estão: atualizando sempre que podem ou no automático, repetindo as outras redes.

Esse cantinho aqui é especial demais para que eu acabe com ele. Preciso me reconectar com quem ele foi, porque muito foi perdido. Então o Blog da Priscilla ganhará férias. Quando esse período acabar trarei mais conteúdo relacionado ao que eu decidi focar. Mais informação pessoal, seja lá de qual área eu seguirei atuando.

Ultimamente eu ando muito pensativa em relação ao meu futuro em tudo. Para onde vou? Quem eu quero ser? E a conclusão que cheguei é que me perdi no meio do caminho. Então enquanto eu não defino o caminho, vou sentar e desenhar o novo trajeto. Vocês me esperam?

Prometo que a jornada será muito mais bonita!

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abril 04, 2018

Uso de tela para crianças - o que eu penso sobre isso

Ivan brincando no tablet
O que vocês diriam se eu postasse apenas essa foto sem legenda? Muitos poderiam me julgar por ser uma mãe que deixa o filho na frente do tablet, um "menino viciado em tecnologia" ou que não faz nada a não ser ficar na frente de uma tela. Outros poderiam se identificar pelo momento de distração da criança com um joguinho.

Eu, particularmente, não gosto de criança exposta a muita tecnologia desde cedo, mas sabemos que hoje em dia isso é inevitável. Eu tento controlar o tempo e o que Ivan assiste. Por sorte, ou não, ele não fica mais que 20 minutos e nem para em uma mesma coisa por mais que dois minutos. Acredito que a proibição cria algo no imaginário deles que os tendenciam a querer cada vez mais. Então deixo ele ver, experimentar e assim ele enjoa e troca por algo mais atrativo - como os próprios instrumentos musicais dele e brinquedos.

A questão é que vez ou outra damos o tablet/smartphone na pretensão de que deixarão a criança quieta e é aí que entra o que eu realmente acredito: isso é ilusão!

Criança é ação. É energia pedindo para ser gasta. Para acalmar não é o tablet que vai resolver, talvez te ajude a acabar alguma tarefa. Mas no final, ele virá com mais energia e você terá que ter forças para lidar com isso.

Enquanto está na frente da tela, ele fica que nem um vulcãozinho armazenando a energia dele. E quando explode...ah...sabemos o quanto piramos, não é?! Quer gastar a energia do filho? Põe ele pra brincar, pra correr, subir, pular, dançar, etc. Depois disso ele vai ficar calmo, manso e até dormir ele vai - e aí você poderá fazer o que precisa.

Mas voltando ao ponto do início da conversa, tudo é equilíbrio. Vejo muito "extremista da maternidade" condenando tela pra crianças, esquecendo-se de que um dia foi criança que passava horas assistindo desenho na TV. Não pode ver uma criança com celular na mão que já condena a mãe (sempre é a mãe, já repararam?).

O excesso é que prejudica e só quem sabe o quanto ele está usando a mais ou não é o círculo familiar e se você não pertence a ele não julgue e nem dê palpites. Ok?

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janeiro 09, 2018

Projeto Resgata Mulher - 2017



Houve um dia no início de 2017 que eu me olhei no espelho e não gostei do que vi. Enxerguei uma pessoa cansada, muito abaixo do peso e que as roupas que tinha não cabiam mais. Eu tenho muita facilidade para emagrecer, então fiquei magra demais parecendo uma doente. Olheiras fundas, cabelo maltratado, pele ressecada, mentalmente exausta e sem fazer nada por mim. Nenhuma roupa cabia e tudo que eu tinha era de antes de engravidar ou de gravidez.

Eu ainda vestia roupas largas e minha prioridade era meu filho. Ele continua sendo, mas hoje sei que posso me por na frente em determinados momentos. Assim como revezo em relação a ser uma esposa mais presente. Tudo mudou nesse dia de frente para o espelho. Peguei a câmera e gravei o primeiro episódio do Projeto Resgata Mulher.

Criei essa série meio desafio para me policiar a cuidar mais de mim. Ela ficou restrita ao Youtube, em vídeos semanais para mostrar o que eu estava fazendo por mim. Comecei com ginástica e yoga em casa. Comprei roupa de ginástica nova e acabei ganhando outras. Esteticamente passei a me cuidar mais, fazendo as unhas semanalmente e depois voltando à minha rotina de “descascou, faz de novo” – já que eu mesma faço minhas unhas.

Voltei a passar cremes hidratantes todos os dias e a usar tudo que tinha no meu banheiro de cosméticos. Também voltei a me maquiar, ainda que eu faça apenas makes básicas, já que não vejo tanta necessidade de fazer bocão e carão todo dia. No entanto, o PRM (apelido que dei ao projeto) é muito mais que a parte externa. Foi preciso um trabalho interno de reconhecimento e identificação. Quem eu fui, quem eu estava sendo e quem queria ser. Fala mais sobre o SOU do que o FAZER.

Em 2017 o Projeto Resgata Mulher foi voltado ao meu cuidado comigo mesma e meu posicionamento no mundo como mulher, mãe e esposa. Aqui no blog vocês podem conferir a playlist com os episódios e verem minha transição até o ponto que estou hoje. Em breve retomo os vídeos do PRM no canal com uma pegada mais atualizada. Enquanto isso vocês podem assistir esse processo:

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janeiro 02, 2018

Sobre planejar (quase) todas as coisas da vida

blog da priscilla organização


Oi, meu nome é Priscilla e eu adoro escrever sobre tudo que gostaria de fazer e coisas que precisam ser feitas. Não, eu nunca fui assim, ainda que sonhasse sempre e desenhasse a casa dos meus sonhos quando criança. Eu sempre acreditei no poder das palavras, que escrevendo nós poderíamos atrair aquilo. Talvez por isso eu viva de escrever e ame tanto isso.

Não sei ao certo quando que a palavra planejamento passou a ser rotina na minha vida, talvez tenha sido quando comecei a trabalhar e precisava de ordem na cabeça para lidar com as tarefas. Ainda não contei por aqui, mas meu primeiro emprego - de verdade - aconteceu em meio a um período turbulento da minha vida em que eu tinha crises de ansiedade. Controlar meus passos e rotina ajudou.

Depois de um tempo acabei levando essa rotina para minha casa e planejar refeições, limpeza, compras e tudo mais virou uma constante. Depois de ter filho, então, isso tomou uma proporção maior, porque antes o planejamento era meu e não envolvia ninguém. Hoje envolve a família.

Você pode pensar "que chato isso, ela prevê cada passo". Mas não. Eu sou a rainha do improviso e a pessoa mais imprevisível que você conhecerá e justamente por isso preciso de planejamento, senão todo mundo entra no caos que é minha mente. Eu mesma burlo meus planners, imagina se não tiver escrito?

A questão é que se planejar não é se escravizar. É fazer visível tudo aquilo que você tem em mente e gostaria de fazer. Não significa seguir à risca, significa ter metas e objetivos claros e saber o caminho para se chegar onde quer. Não sou refém dos meus planners - você pode conferir todos os que já publiquei na tag de organização  -, é só que eles me ajudam a chegar no meu desejo. Eu quero uma casa limpa? Planejamento de limpeza. Quero comer tal e tal coisa e ter mais tempo para meu filho e marido? Planejamento do cardápio. Quero ficar sarada e gostosa? Planejamento da academia. E assim vai.

Planejar vem me fazendo ter tempo para muitas coisas, isso porque consigo canalizar meu tempo no que realmente importa. Faço aquilo que tem que ser feito e estou livre. Muita gente pensa que vivo de faxina, mas arrumar a casa ocupa uma pequena parte do meu dia e eu faço apenas de segunda a sexta, para que aos finais de semana fique livre. Vou ser bem sincera, eu gasto mais tempo planejando do que executando. Eu faço de tudo para que na hora prática eu gaste o menor tempo ou dinheiro.



Muitos me chama de Monica Geller, já que adoro uma limpeza e organização. Pode chamar, mas eu sou Priscilla Oliveira mesmo, aquela que sabe a hora de ser imprevisível e a hora de seguir a cartilha à risca. Minha vida tem muitos compromissos, então tudo precisa acontecer nos mínimos detalhes. Eu já vivi muito no improviso e só o que consegui foi perder tempo e dinheiro. Hoje sei o quanto a organização é importante.

O ano está começando e você também pode ser mais organizado. Planeje mais e tenha mais tempo para si. Já publiquei uma série de planners aqui que podem te ajudar a ter mais tempo sobrando e ser mais focado. Não tem espaço para desculpas do tipo "ai eu não consigo"...TENTE!! Só nós podemos fazer por nós mesmos.

Pra fechar o post vou dar um exemplo de como ser organizada já me ajudou:
- Faculdade, período de monografia. Eu sabia o dia que queria apresentar o trabalho de conclusão do curso. Contei quantas aulas teríamos até lá e fui desenhando de trás pra frente tudo que teria que entregar até determinado prazo. Era julho e a apresentação em novembro, pouco depois do meu aniversário. Nesse meio tempo eu reservei espaço para ir ao Rock in Rio em dois dias. Ou seja: trabalho ok, lazer ok. A cada semana uma entrega conforme eu escrevi. Se tivesse que reescrever algo eu teria que incluir nos sete dias junto com o prazo seguinte, se acumulasse eu tinha os feriados também. A monografia foi entregue no prazo, apresentada com louvor e nota 10. Eu curti os dois shows do Rock in Rio e tirei uma semana e meia de folga. Planejei como seria e corri atrás.

É possível! Isso vale para estudos, carreira, bens materiais, limpeza, lar, família...o que você quiser. Planejar é importante, principalmente nos dias corridos que temos hoje em dia. Planejar não é ser escravo do tempo e tarefas, é saber onde se quer chegar e o que é preciso para isso.

Vem comigo nessa?

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janeiro 01, 2018

Sobre fazer acontecer

blog da priscilla


Feliz 2018!!

Começamos o ano novo com post, porque foi assim que esse blog foi concebido: em uma manhã pós reveillón com muitas ideias na cabeça e um laptop no colo pensando sobre a vida. Se ao final de um ano fazemos balanços e planejamentos, quando outro ano de fato começa é hora de por tudo em prática. Muitas vezes não precisamos de algo mirabolante, basta apenas vontade. Foi o que aconteceu em 2010 quando sentei e criei esse espaço.

Não tinha o melhor layout, não tinha domínio comprado, não tinha nada além das minhas palavras na cabeça para por aqui. Agora eu tenho mais coisas, é verdade. No entanto, a postura mais ativa acabou ficando pra trás e deixei de fazer coisas pelo simples fato de "esperar o melhor momento". Por isso decidi que 2018 preciso fazer acontecer seja como for. Feito é melhor que perfeito.

Melhor do que não postar esperando a melhor foto, é postar. Entendeu? Não espere a melhor ocasião para realizar as coisas que deseja, porque significa que você não está fazendo nada do que queria. Faça acontecer!! Planeje, claro! Mas faça acontecer de algum modo! Não espere para depois do carnaval, depois que receber o salário, depois que voltar de viagem, depois de alguma coisa. Veja o que pode ser feito agora e faça!

Os primeiros posts desse blog foram escritos em um laptop na minha viagem de reveillon. Nem internet tinha onde eu estava, só fui criar o blog quando voltei. E voltei seca por esse momento. Então façamos assim: vá com sede ao pote para realizar o que deseja. Um passo de cada vez, não precisa ser o passo dos passos, mas dê o primeiro.

Eu quero muito poder voltar a escrever aqui como antes e já dei o primeiro passo. Estou aqui sentada no computador no dia 1º de janeiro. Não se vou conseguir manter o ritmo, mas dei o primeiro passo. Vem comigo por em prática desde já o que se quer?

blog da priscilla

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setembro 20, 2017

5 coisas que aprendi ao me tornar blogueira

top 5 blogs


Quando abri meu primeiro blog em 2004 jamais imaginaria a proporção do que seria ser blogueira e do quanto isso iria interferir na minha vida. Eu tinha acabado de entrar na faculdade de Jornalismo e só queria contar nas páginas do meu Blig (o Blog do IG) o que estava acontecendo na minha vida – algo que eu já escrevia nas minhas agendas, mas depois de sair da escola larguei de mão esse hábito.

Então ter um blog foi algo que foi amadurecendo com o passar dos anos. Os textos sobre a vida sempre foram o carro-chefe em todos aqueles que eu abri e fechei por motivos desconhecidos. Até mesmo neste blog que vos escrevo, cujo nome original é Garota de Escorpião, os textos de desabafo sempre foram maiores que qualquer outra coisa. No entanto, pouco depois da abertura dele, fui me encaminhando para um movimento natural de resenhas e opiniões de serviços e produtos.

Percebi nesse espaço um meio de me comunicar com mais pessoas sobre ideais, indicações e reclamações. As marcas perceberam tudo isso também e com isso comecei a ver meu hobby se transformar em meio de sustento. Cheguei a ganhar dinheiro com ele e em uma época – logo depois de transforma-lo em Blog da Priscilla – recebi tanto quanto meu salário. Mas nem tudo são flores e o status de ser blogueira chamou a atenção de muita gente que queria um pouco dessa fatia.

Daí degringolou tudo e chegamos ao que hoje é tido como influenciador digital. Mas antes que falemos dessa parte, preciso citar cinco coisas que aprendi ao longo dessa jornada nesses 13 anos como blogueira. Afinal, muita gente chega querendo aprender e querendo um espacinho nesse mundo virtual.

1- É possível ganhar dinheiro tendo blog – você terá oportunidades de publipost, link patrocinado, afiliados, banner, Google AdSense, entre outros.
2- Esse dinheiro chega para quem trabalha árduo e não vem rápido – como em qualquer carreira, primeiro vem o suor, depois a recompensa.
3- Parceria é legal, mas precisa de propósito – aceitar tudo que te propõe te coloca no limbo das “fáceis” que se sujeitam a tudo a troco de miserinha. Tenha consistência e direcionamento com quem vai trabalhar com você. Precisa fazer sentido.
4- Você vai fazer amigas na blogosfera, mas vai ver mais pernada do que roda de capoeira – há falsidade e gente pensando em si, muito jogo de interesses e pouco relacionamento sincero. Mas ele existe.
5- Tem que blogar por amor – se for blogar por status, brindes e dinheiro apenas sua carreira vai fracassar e você vai se desestimular em pouco tempo. Tenha paixão pelo faz.

Abordei esses pontos mais profundamente no vídeo abaixo e espero que vocês assistam, porque foi feito com muito carinho. Aproveita e se inscreve lá no canal!?


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março 24, 2017

Papo de mãe: rotina de casa e crise dos filhos


Uma das questões que mais recebo pelo Instagram é como cuidar da casa tendo filhos. Muitas são as dúvidas sobre como por limite nas crianças para que se possa terminar a faxina, o estresse de não conseguir por a casa em ordem, birras em horas inapropriadas (e tem hora pra birra?), entre outras questões. Bom, reuni algumas das perguntas mais feitas e gravei um vídeo.

Gostaria de frisar alguns pontos para quem acompanha aqui no blog:

  • Não se compare com outras famílias. Cada uma tem sua rotina, suas particularidades e características. Faça o que dá para fazer diante do que você tem. Tentar mudar sua vida e família por causa de outra só gera desgaste.
  • Tire um tempo pra si. Se está vendo que está surtando, deixe os filhos com alguém de confiança e saia. Vai caminhar, ao salão, à praia, aproveite sua própria companhia ou de amigas. 
  • Não seja refém da rotina de limpeza, ela é sua parceira não sua chefe.
  • Tente manter seu nível de sanidade mental em ordem para poder cuidar bem da sua família. Está se estressando por pouca coisa? Pausa, toma um banho, deixa de lado o que tava fazendo e só volta quando tiver bem.
  • A prioridade sempre será seu filho. Então dedique-se a ele, brinque, faça bagunça e quando a energia dele estiver gasta, aí sim, vai e faz suas tarefas. 
  • Se a casa não está tão bagunçada e suja e você não liga pra isso, deixa pra lá e vai curtir sua família. Entrar na paranoia de que tem que limpar a casa vai te deixar maluca e sem tempo pra curtir você mesma.
Bom, esses são alguns pontos levantados no vídeo. Pra saber mais só assistindo! Não esqueça de se inscrever no canal do blog pra saber em primeira mão o que vai ao ar.


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março 16, 2017

A eterna insatisfação

eterna insatisfação

O post de hoje é um desabafinho sobre uma coisa que venho observando: a eterna insatisfação das pessoas. Meu texto não tem teor de julgamento ou raiva, apenas uma constatação no geral, tirando até o que vivi como exemplo. Se tem uma coisa que aprendi aos 30 anos foi a agradecer mais e a partir de então pude perceber o quanto as reclamações estavam rondando minha vida. Várias coisas me incomodavam, mas o que eu fazia para mudar? Foi então que comecei a reclamar menos e agir mais. As portas se abriram milagrosamente.

Por isso hoje quero levantar essa pauta com vocês, porque quantos de nós não estamos satisfeitos com algo, mas não tomamos iniciativa de mudar aquilo que tanto nos desagrada? Passamos a olhar a vida do outro com mais detalhes com a chegada das redes sociais e isso abriu um portal de comparações, desejos e até inveja. Ficar feliz com as conquistas alheias torna a sua mais alegre também, questionar o outro não melhora em nada a sua vida.

Tive um episódio aqui no condomínio de um vizinho que jogou lixo pela janela e ficou preso no post. Aquilo pode futuramente acarretar em incêndio, já que é de plástico e ficou preso em meio aos fios e gerador (que por qualquer coisa explode e sai faísca). Sabemos o quanto as pessoas reclamam de enchentes e serviços mal prestados, mas nesse caso esse vizinho nem se atentou que ele colaborou para que um serviço fique prejudicado (abastecimento de luz) e ainda, se esse lixo cai, vai entupir muito um bueiro (era um pedaço imenso de plástico bolha).

Esse exemplo mostra como algo simples do nosso dia a dia pode interferir de forma grandiosa no entorno. Além dele não ter senso comunitário, não tem ecológico. Tudo uma hora volta para a gente. Por isso nossas atitudes e pensamentos devem ser positivos e pro bem. Vejo muita gente nessa eterna insatisfação da vida reclamando de emprego, da casa, das coisas que não tem, desejando algo fora do alcance e sofrendo por isso.

Em primeiro lugar, vamos parar de admirar aquilo que não sabe nas nossas vidas. Um exemplo: eu não sigo no Instagram perfis que não condizem com minha realidade. Não sou da classe AB, logo não consumo artigos de luxo, para que vou seguir marcas e blogueiras desse segmento? Pra chorar em posição fetal pelas viagens que não faço e coisas que não tenho? Do mesmo modo, admiro as donas de casa com casas luxuosas, mas na boa? Não é pra mim. Gosto de ver gente como a gente que tem a mesma louça pra fazer mesa posta, porque não tem uma variedade pra fazer combinações, assim como curto mães que cuidam da casa que não tem ajuda, porque me identifico.

Ao contrário de umas que ficam "com babá/empregada é fácil" nos comentários, prefiro não me martirizar vendo essas que tem ajuda e seguem lindas e faceiras com seus maridos em jantares afora. Aliás, eu até sigo uma que tem ajuda e marido é rico, mas tiro proveito do que ela diz, não do que ela tem, porque entendo que o que ela faz e opta na vida dela é diferente da minha vida.

Se tem uma coisa que temos nessa vida é escolha e precisamos ser responsáveis por elas. Se escolheu seguir um perfil que não condiz com sua realidade não reclame no perfil das coisas que a pessoa tem. A sua insatisfação pessoal nada tem a ver com o outro. Você criou isso. É bem melhor seguir alguém como você, mais próximo da sua realidade, porque você se identifica e pode tentar dialogar de igual pra igual.

Tem uma frase que é ótima: "A comparação é ladra da felicidade". E é isso. Busque a origem da sua insatisfação, porque ela foi criada e você verá que muitas podem ter surgido do simples fato de você se comparar a alguém. Se não foi, mude logo o que te perturba. Não fique nessa eterna insatisfação, não transforme sua vida em um muro das lamentações. Tá ruim? Faça melhorar! Ninguém mais é capaz de tomar as rédias da sua vida além de você.

Falei mais sobre esse assunto no vídeo de hoje do canal. Quer saber mais sobre esse tema? Assiste abaixo e não esqueça de se inscrever no canal!

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março 08, 2017

O que é ser mulher

8 de março


Quando eu era criança, e apenas uma menina, pensava que ser mulher era ser que nem a mamãe. Era cuidar da casa e dos filhos com primor, ter um tempo para os projetos de trabalho próprios, se arrumar e ficar bem cheirosa. Na minha cabeça infantil, ser mulher era saber cuidar de tudo para que as coisas saíssem bem e isso significaria colocar o jantar prontamente à mesa e saber os gostos de cada um dos filhos para agradar a eles na refeição.

Na adolescência eu pensava que ser mulher era o máximo. Era alguém sensual, sexy e independente. As mulheres trabalhavam fora, namoravam, se vestiam muito bem e ganhavam salários ótimos que as permitissem ter o que quisessem. Nessa época não era mais a minha mãe o modelo e sim as mulheres da capa da revista (Nova ou Claudia). Logo, na minha cabeça oca, eu acreditava que as mulheres também deviam saber satisfazer um homem na cama.

Aí eu cresci, virei mulher, entrei no mercado de trabalho e lidei com homens legais e muitos, mas muitos homens babacas. Percebi que ser mulher era ser objeto de desejo, alguém que devesse satisfazer os homens, fazer a vontade deles, tê-los como centro do universo (me vi em situações de disputa por homens que eu me recusava a participar), ser assediada constantemente na rua, na boate, no trabalho e na internet.

Na minha vivência adulta percebi que ser mulher era ter salários mais baixos, ser julgada pela roupa, ser considerada culpada até quando somos vítimas, ser questionada de coisas que nem deveriam ser questionadas. Percebi que há um jogo de poder entre homens e mulheres e uma série de pequenos atos que tornam com que sejamos sempre consideradas algo menor- incluindo a questão do azul/rosa e sangrar mensalmente.

Independente da minha faixa etária ou imaturidade eu sempre pensei que uma mulher pudesse ser o que ela quisesse ser. Fazer o que quisesse fazer. Em nenhum momento imaginei que ser mulher era um fardo, como alguns pensam que é. Apesar de alguns momentos da minha vida ser tolhida em palavras e ações, eu sempre fui considerada a louca, grossa, causadora e polêmica entre meus amigos.

Em um tempo em que ser "bela, recatada e do lar" era requisito obrigatório para ser bem aceita eu puxava pautas de religião, sexo, gênero e individualidade. Quantas vezes não fui julgada pela roupa que ia às festas? Por não querer dar satisfação da minha vida? Por não aceitar imposição de homem algum sob pretexto de poder ou força?

Cresci e fui apresentada ao machismo, mesmo já tendo conhecido ele dentro de casa e pouco entendido sobre ele na época. Hoje, aos 31 anos, aprendi que ser mulher é tudo isso que falei, inclusive do que pensava quando criança e adolescente, porque ser mulher ainda é ser e fazer isso tudo. É uma conquista diária por espaço, representatividade e respeito.

Ser mulher é ser feminina, vaidosa, delicada e blá blá blá. Ok, ouvimos isso desde sempre. Mas ser mulher, gente, é uma luta constante. Pra ser ouvida, respeitada, ser acolhida e menos julgada. Alguém inventou recortes dentro do sexo feminino que vem nos distanciando uma das outras. Uma luta contra a outra. É preciso haver mais união para que consigamos chegar onde queremos na questão de respeito.

Hoje é dia internacional da mulher. Pra mim, nunca será um feliz dia enquanto a desigualdade e violência contra nós continuar a ser notícia. A luta continua.


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janeiro 31, 2017

Luto pela MPB FM

Lembro ainda com memória fresca dos tempos que eu ligava o rádio para dormir. Sintonizava minha rádio preferida e ficava ali escutando até pegar no sono. Desligava no meio da na noite e acordava com ela novamente no rádio relógio. Tive momentos de estação preferida. Ou era Antena 1 ou JB FM ou MPB FM ou Nova Brasil FM. Era 2002, eu estava abrindo meus ouvidos para outros estilos além de rock e pagode (sim, eu era de opostos).

Ouvia Lenine com um ouvido aguçado e aprendi a gostar de Moska, Pedro Mariano e Baby do Brasil ali. Lembro com dor no coração quando a Nova Brasil saiu do ar em 2008, sofri. Me doeu também quando a Antena 1 deixou o dial em 2009. As músicas boas estavam ficando escassas.

Foi em 2010 que me joguei com tudo em ouvir a MPB FM, a única que restava voltada apenas à música nacional. Vários relatos desse blog vieram a partir de episódios ouvindo a rádio. Ouvi bastante nas minhas caminhadas para a faculdade de manhã cedo e isso me inspirava!

Aprendi a dar valor à músicas de artistas que eu pouco ou nunca ouvia como Novos Baianos, Maria Betânia, Fafá de Belém, Emílio Santiago, entre outros. A rádio contribuiu para que relíquias da música brasileira não ficassem esquecidas, como canções de Raul Seixas, A Cor do Som, Rita Lee, além das bandas de rock dos anos 80. Ela também foi responsável por me apresentar as novas vozes femininas da MPB como Céu, Mariana Aydar, Roberta Sá, Tiê, Ana Cañas, Tulipa Ruiz, Roberta Campos e Maria Gadú.

Eu ouvia MPB FM indo pro estágio e era quase que uma preparação, porque eu trabalhava na Lapa, em uma redação de jornal. O clima era de MPB. A saideira no bar, a feira do Lavradio, o jeito despojado tudo era MPB. Aos finais de semana, no carro entre a casa do namorado e a minha ouvia Samba Social Clube. Que delícia de clima era! Assim como voltar do trabalho e ouvir o Zoombido.

Ouvia a rádio no carro, em casa, ao lado da cama, na hora da faxina, no trabalho...em tantos lugares. Ouvia.

Porque hoje, 31 de janeiro, a MPB FM se despede do dial. Mais uma gigante que se vai. Tanta história, tanto conteúdo deixado de lado.

Os novos devices são bacanas, ok. Geral curte Spotify, mas nada é como o rádio. Nada é tão  democrático e acessível. Por mais que haja rádio online, saber que uma delas se vai é algo que o país todo perde. Ainda mais uma como a MPB FM, com o diferencial que ela possui.

É triste.
É dia de luto.
A música nacional vive uma crise, o jornalismo vive uma crise, rádios vivem uma crise.

Um pouquinho de minha história se vai com o fim da MPB FM.
#LutoPelaMPBFM
Segura firme, JB FM. E, Antena 1: você voltou há pouco tempo, se segura aí também.

Luto pela MPB fm

MPB é Tudo!

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dezembro 31, 2015

Retrospectiva 2015

Faz tempo desde a última postagem, não é? Pra quem me acompanha no Instagram ficou fácil saber porque parei com as postagens: Ivan chegou! Me tornar mãe mudou minha vida. E foi isso que centrou o meu 2015.

Comecei o ano de maneira simples, vivendo um dia de cada vez. Assim que o carnaval passou veio a notícia da gravidez e vivi nove meses intensos girando em torno da barriga. Os enjoos, a coluna que travou, a descoberta do sexo do bebê, a compra do enxoval, cada ultrasonografia, a preparação do chá de bebê (ou chás), a arrumação da casa pra chegada do Ivan e as mudanças do corpo.

A reforma em casa foi uma loucura, mas uma loucura boa! Eu ia me mudar e desisti com o contrato na mão. O foco do blog foi mudando e acompanhando esse meu novo lado. Mas também foi turbulento por aqui porque meu trabalho me demandou muito!

Nem todas as ideias que tive não chegaram a sair do papel, mas o canal do blog no YouTube ficou mais movimentado. Espero que em 2016 eu possa estar mais ativa por lá.

O ano foi uma montanha russa de acontecimentos, mas agradeço por tudo! O fato do meu filho ter nascido perfeito e da forma que eu queria já é o maior e melhor motivo pra agradecer.

Meu filho.
Minha família.
Minha casa.
Meu lar.
Meu trabalho.

Só agradeço o que 2015 me trouxe!
E que venha 2016 carregado de acontecimentos maravilhosos! Que Deus nos abençoe!

Que seja leve, doce, alegre...que seja incrível!

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maio 18, 2015

Gravidez e trabalho: dúvidas de uma mãe de primeira viagem



Fiquei um tempo afastada do blog por motivos de saúde e, no meio tempo, pela gravidez. Voltei à minha rotina na semana passada e até estava postando normalmente, até que senti uma sobrecarga de cansaço. Cansaço físico e mental. Sei que a gestação dá muito sono (e como dá, gente) e que ficamos mais sensíveis a tudo, mas socorro! Cheguei em um ponto que tudo que estava guardado de paciência e compreensão se esgotou. Tudo que era humano suportar eu aguentei, mas nesse fim de semana senti a corda arrebentar.

Insônia, ansiedade, agonia no peito, pensamentos a mil, cobranças, entregas, pressão, sono quando não dá para dormir, cobranças, críticas de coisas pífias, mais ansiedade, muitas cobranças e nada, mas nada mesmo que me ajude a ter um pouquinho de resiliência. Chega uma hora que não dá. 

As pessoas sem o menor argumento te pedem compreensão, quando todas as vezes você a deu. Mas e quando eu preciso eu as tenho? Se eu ajo uma vez só de forma rígida, eu estou errada? Chega uma hora que é apenas uma gota que faz o copo transbordar e eu já estou chegando no ponto de jogar esse copo longe. Para toda e qualquer relação dar certo é preciso que haja uma via de mão dupla. Se apenas uma parte está dando e não está recebendo, é porque algo muito errado está acontecendo. 

E eu hoje me vejo assim naquilo que mais amo fazer. Até uns meses atrás eu deveria ignorar e passar adiante, mas agora tenho um ser que depende de mim e segurança é algo que eu preciso ter. Estabilidade emocional, principalmente, é algo da qual eu necessito. Se eu tenho do meu marido, ótimo. Se tenho da família inteira, melhor ainda. Mas onde passo a maior parte do meu dia também deve colaborar. Se vou deixar meu filho algumas horas essenciais em troca disso, precisa ser prazeroso. E era. E eu tenho sofrido muito por não ser mais. Pela falta de estabilidade emocional, pela segurança, pela injustiça, pelos pequenos erros, por visões egoístas, por falta de educação e tantas coisas que imaginava que poderiam ser os hormônios da gravidez, mas que conversando com quem não está eu entendo que não é fricote. 


No auge da crise de ansiedade e desespero financeiro me deparei com um e-mail da Carolinie que convidava mulheres a conhecerem o mães empreendedoras. E foi conhecendo o A.M.E que foi reforçado em mim algo que eu já vinha trabalhando há tempos, mas deixava de lado pela comodidade da rotina. Se vou pôr em prática não sei, mas a semente foi plantada. Tenho pelo menos 10 meses para decidir o que fazer. Rezo todos os dias para a maré mudar e voltar a ser como antes ou que algo mude radicalmente para melhor. Eu amo o que faço, mas o que recebo não me parece mais suficiente - e não falo em dinheiro nessa hora, falo de ética, valores e justiça.

Achei que essas dúvidas sobre maternidade e trabalho só viriam futuramente ou que eu decidiria na prática. Ter que começar a pensar nisso precocemente está me deixando em frangalhos. Amo os dois, mas como mantê-los em níveis saudáveis? Eu ainda não sei.

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maio 13, 2015

Por que eu não compro em sites orientais?


Um dos post que mais me pediam para fazer era a respeito de compras em sites do exterior, principalmente os chineses, como o AliExpress. Por mais que eu respondesse que não comprava – exceto uma vez que fiz pedido de capas de celular pelo Ebay – algumas pessoas ora me pediam explicações ora me julgavam. Primeiro, porque esperam de mim uma posição para decisões que elas vão tomar. Segundo, porque eu como blogueira deveria comprar, afinal outras compravam e faziam posts bombadíssimos sobre suas comprinhas em sites do oriente.

Para chegar na minha resposta preciso contar uma historinha antes. Meu primeiro emprego quando vim morar no Rio foi como auxiliar administrativo em uma indústria do ramo de moda. Nessa confecção eu pude conhecer a fundo a realidade das pessoas que entregam o produto bonitinho na loja para o cliente. Do meu escritório fechadinho e com ar condicionado eu ia para o chão de fábrica lidar com cada trabalhador, de serviços gerais até chefe de costura, passando pelo setor de corte, modelista, passadeira, estoquista, costureiras, bordadeiras, estilista e, claro, os donos.

A verdade é que para cada uma peça que você pague R$100, esses trabalhadores receberão uma parte ínfima por elas. E eu digo isso com propriedade, porque era eu que fazia o pagamento deles, era quem dava dinheiro para cada compra de aviamento e conversava com eles sobre as dificuldades do dia a dia. No final do mês, o salário de quem dedicou horas e horas (muitas extras) em troca de um salário mínimo. Lembrando que a jornada não era fácil. Era de 8h às 18h, trabalhando alguns sábados, domingos e feriados (principalmente quando o lançamento da coleção se aproximava).

A partir da minha experiência nós vamos para a parte oriental do mundo. Diversos países como China, Índia, Bangladesh, entre outros, possuem mão-de-obra extremamente barata, porque as pessoas se sujeitam a isso em troca de qualquer dinheiro ou comida. Outros, como existe em outras grandes capitais, como São Paulo, utilizam de escravidão – e entram aí qualquer tipo de estrangeiros em seus países, como bolivianos, africanos e refugiados de guerra.

Quando sites vendem roupas a preços extremamente baratos do que os vendidos no Brasil eu já estranho. Tiro como comparação as roupas que eu adquiro na Rua Teresa, em Petrópolis (RJ), porque lá são confecções pequenas que vendem, muitas vezes, em suas lojas próprias. Ou seja, o custo delas é o real e sem abusos (os impostos por mais abusivos, são necessários à sobrevivência da própria empresa e cidade que a sediam). Quando pago R$ 15 em um blusa de malha e R$ 50 em uma calça jeans eu vejo que não estou compactuando com a exploração de ninguém, muito pelo contrário. Em Petrópolis, pelo menos, a confecção é um dos motores que movimenta a economia da cidade.

Sempre estranhei o fato de uma roupa ser barata demais, sempre achei curioso o fato de a produção em massa conseguir números em tão pouco tempo e nunca confiei naquilo que não há legislação disponível. Quando via marcas indo para essas regiões do planeta em busca de mão-de-obra barata eu ficava nervosa, porque eles tiram do país deles, que não aceita as condições e valores e optam por um que se sujeite a tudo.



O desabamento do prédio Rana Plaza, em 2013, onde mais de mil trabalhadores de Bangladesh morreram enquanto faziam roupas para marcas americanas em condições desumanas, levantou a questão, mas vi muitas pessoas (inclusive formadores de opinião), taparem os olhos para o acontecido. Grandes conglomerados de moda estavam envolvidos e nada fizeram. Aqui no Brasil mesmo tivemos escândalos envolvendo nomes de famosas fast-fashion. Por esse motivo eu prefiro comprar na Riachuelo, que possui fábricas no Brasil, a comprar das que trazem do exterior – com selo importado, claro, mas que diferença faz ao consumidor se vem da Holanda, Bélgica ou China?

O dia 24 de abril ficou conhecido como Dia da Revolução Fashion por causa da tragédia em Bangladesh. Para que o acontecido não ficasse esquecido a organização sem fins lucrativos Fashion Revolution criou uma vending machine para conscientizar as pessoas do que ocorre quando uma pessoa compra uma peça de roupa muito barata. As máquinas foram instaladas em Berlim e chamaram atenção dos pedestres oferecendo camisetas por apenas 2 euros.



Ao clicarem em comprar era exibido um vídeo sobre as condições de trabalho de quem fabricava aquela peça. Ao final, era exibida a opção: comprar ou doar. Não é difícil compreender porque as vendas não foram boas.

Depois de tudo isso, acho que está mais que notável a explicação de porque não compro nada nesses sites orientais: por causa da exploração de trabalho.

Nessa linha de raciocínio não compro maquiagem ao qual não sei a procedência, por causa das leis de testes em animais e outros componentes químicos. E vocês o que fazem a respeito dessas compras?




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janeiro 06, 2015

Vida de blogueira: mulheres mais unidas

Durante toda a minha vida eu observei um “fenômeno” que ocorre entre as mulheres: a competição. Eu nunca entendi porque havia a sede de ser melhor que a outra, de apontar defeitos, inferiorizar a beleza da outra e tudo o que ela faz apenas para se sentir melhor. E isso envolve as traições de amigas, comentários falsos feitos pelas costas e rivalidade por causa de homem. Agora, depois de adulta, vejo que não era infantilidade e coisa de adolescentes bobas. 

É uma realidade dura e triste: comparação de corpos, de emprego, salário, família mais feliz, quem faz mais sexo e tem mais sucesso (o conceito de sucesso pra mim, aliás, é muito relativo). Nessa blogosfera tenho visto muita competição e isso não é nada bom. Copiam o que a outra faz, comparam números, correm atrás dos mesmos parceiros, se rebaixam para parecer com mais “sucesso”.  

Há um mês eu tive um insight de como fazer isso mudar, tirar o foco comercial (gana de poder) e voltar para o pessoal (fazer por amor). Se queremos uma blogosfera mais unida, temos que falar também em mulheres mais unidas. Menos exaltação dos defeitos e mais carinho, respeito e cordialidade. A internet já está tão cheia de haters, vamos tentar plantar amor e fazer por onde para que possamos colher o bem e dormir de coração limpo. 

As críticas sempre serão bem vindas, mas sempre com respeito. Menos afetação com aquilo que vai contra o que você esperava ler ou ouvir, mais tolerância ao ser corrigida, mais empatia com quem está começando, mais jeitinho para corrigir aquilo que não está certo e mais amor ao blogar. Palavras agressivas retornam para a gente como um bumerangue. 

Esqueça a comparação com o que sua colega faz! Sejamos mais amigos, parceiros e unidos. Não renegue a amiguinha apenas porque ela não segue os mesmos interesses e tem os mesmos pensamentos que você. Sabemos que temos uma força imensa nas mãos – e falo para todas as mulheres – e quando nos dividimos somos enfraquecidas. 

Não existe uma regra, gene ou Lei que diga que temos que competir umas com as outras, isso é algo do comportamento e do dia a dia. Ainda dá pra mudar. Vamos fazer isso juntas?


#mulheresmaisunidas #blogueirasmaisunidas



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junho 21, 2014

O festival de grosseria e indireta no Facebook

Nos últimos meses tenho pensado constantemente em sair do Facebook. Todas as vezes que sento na frente do computador e vejo a minha timeline me dá uma desesperança na humanidade. São agressões verbais desnecessárias por pura criancice de não aceitar a opinião alheia. É o festival de indiretas que acaba atingindo até quem não tem nada a ver.

Desde o meu último aniversário eu ando mais seletiva e fiz uma limpa nos contatos a fim de tardar minha saída definitiva daquela rede social. Se o que me incomodava era os comentários das pessoas, bastava para exclui-las de lá. Porque eu parto do princípio que se é pra cancelar assinatura no feed, tira logo a pessoa! Se você não quer ler e não se interessa pelo que ela diz, porque ainda a mantém nos seus contatos? Falsidade? Traquejo social? Não consigo ser assim, prefiro tirar a fazer cena.

E quando o Gato morreu, em janeiro, fiz outra limpa. Comecei a ver quem realmente se importava comigo e quem tava ali apenas para bisbilhotar e ficar sabendo da vida alheia. Nunca me importei em ter muitos amigos, fazer número, ser popular. Taí o blog que não me deixa mentir, nunca fiz ações para promover ele ao patamar de blog famoso. A limpeza que fiz em janeiro foi do desnecessário. E de lá para cá mais gente tem saído do que entrado.

A verdade é que ainda estou lá apenas por causa da família, que são as únicas pessoas que ainda mandam mensagem, publicam algum conteúdo que vá me interessar e só. Eu poderia ter as mesmas pessoas no whatsapp se todas elas tivessem, mas como com o passar do tempo pode ser que isso ocorra, talvez eu realmente restrinja minha presença na internet a ele. O que mais tenho gostado de usar é o Instagram, que mantenho pelo blog (o meu mesmo pessoal raramente posto). Mas se o festival de indiretas começar por lá é fato que deixarei de seguir tais pessoas.

É muita falta de educação e bom senso generalizar e alfinetar na sua página falando de seus contatos sem citar a pessoa em questão. Você pensa que está falando de um e todos os outros ficam sem saber que são com eles. E ainda leem que você cancelou o feed. Ou seja, você já fica com a pulga atrás da orelha se é com você e fica com um pé atrás com a pessoa.O chato, na verdade, é quem deu a indireta e não o que escreveu algo que desagradou. Se discordou do que o coleguinha escreveu, opine. Mas se achar superior a ponto de "não vale a pena discutir" é tão babaca e arrogante quanto ir depois opinar de forma indireta no próprio mural.

Nunca foi motivo de excluir alguém do Facebook ou cancelar feed quem levanta polêmicas, fala o que pensa (mesmo que o pensamento seja o oposto do meu) - na verdade eu até gosto de conhecer outros pontos de vista. Então eu vejo alguém cancelando o feed por não gostar ou concordar com o que o outro escreve e ainda publica isso no mural! Eu enxergo essa atitude como alguém que foge da realidade. Para não ver ou saber o que te desagrada, você tira da sua frente, mas ele continua existindo. A rede é social, mas parece que as pessoas a querem para vontades individuais.

Aceitar o diferente parece muito difícil e eu vejo nisso a causa de grandes problemas da humanidade. O tom agressivo no Facebook me assusta, as pessoas realmente se sentem muito fortes atrás de um teclado. No Twitter é metralhadora giratória, se acertar, acertou. No Facebook é tiro ao alvo, mas os estilhaços pegam nos demais também. E eu cansei de ser ferida.


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abril 29, 2014

Sobre métricas e outras questões bloguísticas


Quando recebi um e-mail me convidando a conhecer um site e ganhar seguidores de forma fácil vi que todo trabalho que tenho aqui no blog poderia ser em vão. Esta pessoa que enviou o e-mail me fez ver que pagando se consegue muitos seguidores e com isso eu impressionaria outras pessoas. 

Na mesma hora percebi que eu não impressionaria pessoas, impressionaria empresas, já que são elas que costumam julgar um blog por bom ou ruim através desses números. Mas se esses números são comprados, de que adianta?

Isso é válido para políticas de parcerias com empresas? Os seguidores fantasmas jamais saberão que a marca existe, porque eles mesmos não existem. São robôs. Então por que continuar a exigir do blog uma quantidade alta de seguidores na hora de uma parceria/anúncio? 

Percebi que o meu trabalho de pensar em um assunto, criar um bom conteúdo, com português decente era inútil, porque alguém que chegou agora na internet, escrevendo mal e não apurando as informações ia pagar um determinado valor e teria muito mais seguidores que eu - que ainda faço da forma antiga. Perante uma empresa o blog dela tem mais importância que o meu. Recalque? Não. É injusto. 

É o mesmo que você e um colega de trabalho terem que entregar um relatório. Você passa madrugadas preparando o documento e o colega paga para uma outra consultoria fazer. Ele entrega antes e ainda recebe os méritos do chefe. Isso é recalque?

Fiz um vídeo-desabafo (tava na hora, né?) sobre essas questões e abordo também outros comentários a respeito de redes sociais e blogs. Quero a opinião de vocês, ok?


BEIJOS!

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abril 11, 2014

O fantástico mundo vendido da blogosfera

Eu sempre soube da existência de posts pagos em blogs. Como estudante e profissional de Comunicação e Marketing eu sabia quando tinha merchan envolvido, mas as demais pessoas só sabiam quando tinha aviso de "post patrocinado" ou "publieditorial". Houve um tempo que o Conar passou o rodo nos blogs que não informavam a publicidade nos posts e então virou uma regra: se a pessoa recebeu algum dinheiro para publicar tem que sinalizar; se a pessoa recebeu gratuitamente da assessoria um produto tinha que informar; se fosse parceria tinha que informar. Não dá mais pra fazer o leitor de trouxa! É até covardia ludibriar as pessoas chamando de "dica" algo que você tá sendo paga pra elogiar.



Semana passada uma empresa me procurou para um "post patrocinado", mas não queria que eu sinalizasse isso na postagem. Informei que pelo menos por meio de tag eu deveria sinalizar, pois é ilegal e antiético. Adivinhem? A empresa deu pra trás. Perdi a chance de ganhar um dinheiro, mas durmo com a consciência tranquila de que não estou enganando nenhum leitor.

Se todos os blogueiros fossem assim evitariam esse tipo de proposta. Mas infelizmente tem quem se venda por dinheiro. Eu vejo em muitos (e quando eu digo muitos são MUITOS) blogs que eles estão sempre "super recomendando" um produto apenas porque ele foi dado pela assessoria ou porque recebeu um trocado para falar do assunto.

A inclusão de links recomendados que levam diretamente para lojas virtuais não é vista com bons olhos pelo Google, que tem excluído muitos desses posts das buscas. E ao incluir esse link tem que informar por meio de tag -  ou escrito mesmo - se há ou não influência de publicidade/assessoria/afiliados.

Me formei Jornalista, fiz um juramento de ética e, mesmo que o blog não seja meu trabalho, não consigo ir contra o que aprendi. Não é porque vem de assessoria que tenho que elogiar. Isso é jabá. Se fui convidada a um evento vou dizer que fui convidada! Se sou paga para criar um texto para uma empresa eu vou colocar meu ponto de vista e sinalizar, ainda assim, que é post pago. 


Aliás isso de ser pago para criar um texto me faz refletir bastante. Ok, sou jornalista e recebo para escrever. Mas no blog alguém me dizer como e o que escrever quando eu tenho que dar meu ponto de vista é um pouco demais, já que sai da espontaneidade que eu teria para dizer o quer que seja.

Eu tenho uma tabela de preços como jornalista, quando escrevo para portais, jornais e revistas. E tenho outra tabela para esses posts pagos que é incrivelmente mais barata, mas que é feita com a mesma qualidade que eu faria em um portal/jornal/revista. E ainda vem empresa reclamar do valor. Eu vejo tantos blogs com erros de português imperdoáveis para quem completou o ensino básico. Não é possível que alguém não saiba que não se usa "Ç" antes de "E" e "I". Sem falar do mas/mais e verbos que deveriam terminar em "E" e terminam com "I" curte/curti, vende/vendi e assim vai. Vejo tantas dessas com post patrocinado e a empresa não se incomoda de pagar para ver o nome associado a tantos erros.



Eu não me considero vendida a ninguém. Recebo produtos de assessoria e informo. Escrevo o que quero, quando quero e da minha forma. Quando não sinalizo como release é porque a informação veio das descobertas pelo comércio, conversando com amigas ou de páginas do Facebook, e ainda assim costumo dizer onde descobri.

Quanto mais blogs se sujeitarem a posts pagos sem sinalização e abaixarem a cabeça para o que as empresas querem, menos os blogs vão ser respeitados e confiáveis. E aí pessoas como eu passam a ser vistas sempre com dúvida. Se os grandes com blogueiras famosas se sujeitam, o que garante aos leitores que os menores não aceitam?

Esse post é por uma blogosfera mais ética e menos vendida. Para que depois ninguém tenha a resposta que tive quando a empresa deu pra trás no post pago: "Ok, quando tivermos um cliente compatível com sua política lhe procuraremos". Não é a minha política! É a Lei, é assim que o Conar decidiu!

Blogosfera ética, eu apoio!

BEIJOS!


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abril 08, 2014

O item mais importante na organização de um casamento

Sites voltados às noivas sempre falam da organização, do calendário de preparativos, indicam alguns fornecedores, mas raramente falam do casamento em si. E quando eu digo casamento não é da cerimônia e festa, porque isso passa muito rápido. Falo do casamento construção, do dia a dia, da rotina, de resolver os problemas juntos, de pagar as contas juntos, de fazer concessões pelo outro.

Infelizmente vejo muita gente planejando o casamento apenas pela festa, para estar vestida de noiva, reunir os amigos ou mesmo apenas pra dizer que casou. São pessoas (homens e mulheres) que começam a namorar e já falam em casamento sem ao menos conhecer o outro direito, sem ao menos ter conhecido a família. Óbvio que existem muitos casamentos que deram certo com o amor à primeira vista ou namoro à jato. Mas eu estou pensando naqueles que a cada namoro já sai pedindo a mão da namorada em casamento, como um hábito. Penso assim: poderia ser você, como poderia ser qualquer outra. A primeira que topasse um beijo e um chamego ele pedia em casamento? 

Nesse ponto vejo uma fragilidade emocional e no relacionamento. É um casamento para suprir vontades? É apenas para dizer à sociedade que casou? 

Com as mulheres também levo um susto quando passam mais tempo do namoro organizando o casamento do que namorando em si. A fase gostosa de namoro passa muito rápida e logo vem os compromissos e o teste realmente dito do amor verdadeiro: a rotina.

Há quem fantasie o casamento até a chegada em casa, após a lua-de-mel. Planejam a cerimônia, festa, convites, lista de presentes, vestido, terno, chá-de-panela e lua-de-mel. E depois? Planajeram os gastos mensais com as contas? Planejaram quem vai pagar o que em casa? Planejaram que tipo de coisas podem abrir mão caso um dos dois fique desempregado? Tem reserva de dinheiro ou estão gastando as economias com a festa de casamento? Não querendo ser chata, mas é preciso pensar na parte boa e na ruim! Assim que chegarem em casa a responsabilidade vai chegar junto. 

O casamento deveria ser uma instituição séria, mas muita gente ainda acredita na frase "se não der certo, separa". Só que em um casamento o "separa" não é tão simples assim, como seria em um namoro. Em outro post falei sobre divórcio e como as pessoas parecem desistir muito fácil de uma relação. 

Casamento não é um evento social que você faz para dar satisfação aos outros. Pra dizer "ah, olha eu casei, tenho um marido/esposa, tenho x anos de idade e não tô sozinho". Acreditem, tem quem diga isso.

Case-se por amor, queira passar o resto da sua vida com alguém, mas faça isso com responsabilidade e não por impulso. Não é brincadeira! Esteja certo que o outro quer isso tanto quanto você! 

Ciente disso e de acordo com o item responsabilidade, agora sim podemos voltar a falar da organização.

BEIJOS

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março 08, 2014

Dia internacional da mulher

Celebramos neste 8 de março o dia internacional da mulher.Pouca gente sabe da origem dessa data, que surgiu na virada do século XX, em meio a Segunda Revolução Industrial e da Primeira Guerra Mundial, quando ocorre a incorporação da mão-de-obra feminina, em massa, na indústria. 

Em busca de igualdade muitas revolucionárias saíram às ruas em protesto. Durante muito tempo elas batalharam por melhores salários (chegavam a ganhar um terço do que os homens ganhavam) e condições de trabalho. Com os homens na guerra, as mulheres eram maioria no trabalho e é quando boa parte delas deixa a fábrica para ir às ruas. Veja bem, ir às ruas. As manifestações surtiram algum efeito. Tanto que o Dia internacional da mulher é feriado nacional na Russia. 

Aqui no Ocidente a data foi comemorada entre 1910 e 1920, mas caiu no esquecimento. O assunto voltou à tona pelo movimento feminista na década de 60. De lá para cá as mulheres tiveram maior acesso ao mercado de trabalho, estudos, anticoncepcional, entre outras coisas. Mas a igualdade que tanto lutaram está longe de acontecer. As mulheres ainda são minoria em cargos de chefia e em muitas empresas não recebem o mesmo salário que os homens. 

A mulher que trabalha fora é aquela que ainda tem que cuidar da casa ao final do expediente, ainda tem que ser mãe, esposa e batalhar no mercado de trabalho com o homem - que muitas vezes tem o final do expediente só para ele.

E ainda lutamos pelo machismo de cada dia. Machismo de homens e mulheres, pois a opressão muitas vezes da própria mulher que se julga culpada por algo. São mulheres que julgam a outra porque ela optou por não trabalhar fora para cuidar dos filhos - é um direito dela, ela lutou para ser igual ao marido, mas tem o livre arbítrio de dizer se quer ou não.

São mulheres que julgam o corpo da outra por estar acima do peso ou usar roupa decotada. São mulheres que dizem que a vítima do estupro é culpada, porque usou roupa justa ou saiu à noite sozinha. E ainda temos todas as condenações dos homens, piadas machistas, agressores, homens que acham que Amélia é que era mulher de verdade.

Ainda temos muito o que lutar! A igualdade nunca vai existir enquanto existirem pensamentos machistas. Enquanto a sociedade for patriarcal. Não quero mais pessoas que julgam e condenam a mulher com base em argumentos de diferenciação. O homem pode conversar sobre sexo na mesa do bar, mas a mulher não pode, porque é vulgar. Mulher não pode ficar bêbada, é vulgar. Homem não pode vestir rosa. Meninas não podem brincar de carrinho. O filho tem que pegar geral. A filha, se o pai descobrir que está namorando, fica de castigo. Homem não pode ser "do lar", é vergonhoso. Mulher não pode usar roupa justa e curta, é vadia. Mulher não pode amamentar em público, é imoral. 

E ainda temos todos os imperativos: seja isso, tenha aquilo. Porque todas as mulheres tem que querer ser mãe. Porque tem que ser vaidosa. Tem que agradar ao homem. É o TEM QUE que é o problema. Ela não "tem que" nada! Ela faz e é o que ela quiser!

É bacana receber flores e mimos no dia de hoje, mas queremos esse tratamento gentil em todos os dias do ano. Fazer apenas por uma data no calendário, que tenha que lembrar disso é feio, muito feio. 

Fechar os olhos para o que está acontecendo com as mulheres no mundo, então...é cruel! Se tem algo que você não ache justo e queira mudar, faça sua revolução. Saia do sofá e pare de compartilhar imagens no Facebook. Não foi no conforto do lar que as milhares de mulheres do século XX conseguiram alguma coisa para todas nós. 

Lembrem-se disso: não queremos ser melhores, queremos ser iguais.





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