setembro 05, 2018
julho 17, 2018
Esperei muito tempo para chegar até aqui e escrever esse texto. Há muito tempo eu comecei a me questionar quem era o Blog da Priscilla. Quem me acompanha desde o início ou mesmo antes de eu engravidar, sabe que aqui foi meu lugar de desabafos, textões, compartilhamento do meu interior. Depois, comecei a compartilhar produtos que usei, looks, unhas, livros e depois a maternidade. Na sequência, assuntos de casa foram dominando. Amo tudo isso que escrevo, mas senti que não havia um foco. Senti que eu era isso tudo, mas meu conteúdo ainda não refletia o que eu queria abordar.
Senti falta da leveza de antigamente, de blogar, de dividir meus pensamentos mais do que produtos. De trazer ideias e soluções. De fazer rir com meus causos e de relatar minhas experiências. Confesso que o Youtube tomou um espaço e tempo na minha vida que eu não imaginava que tomaria.
Se antes ele era complementar ao blog, hoje o blog se tornou complementar a ele. Mas eu amo escrever, amo desabafar e sinto falta de relatar a minha vida em detalhes. Nas poucas que fiz isso no Instagram, muitas pessoas me cobravam mais textos, livro e tudo mais. Minha vida passou a ser assunto de casa – e isso não tá errado, só não deveria preencher esse espaço aqui.
Eu sempre falei que blogar era um lazer, algo por prazer e a vida foi me levando para um caminho de que ele se tornou meu trabalho. Algo que eu demorei a aceitar e acreditar. Mas se tornou. Fato, preciso admitir isso. Um trabalho que ainda não me remunera bem, mas me traz frutos sim.
Desde a virada do ano eu ando pensando em parar e repensar o Blog da Priscilla. Não só aqui, mas em todas as redes. Quem ele é e o que ele se tornou. Dentre todas as frentes que ele ocupa – blog, Instagram, Facebook, Youtube e Twitter – decidi começar pelo começo. Então o Blog da Priscilla vai ganhar uma pausa para reflexão e ver quem ele é e para onde ele quer ir.
O Instagram e Youtube vão seguir atualizados como sempre e os demais vão ficar como já estão: atualizando sempre que podem ou no automático, repetindo as outras redes.
Esse cantinho aqui é especial demais para que eu acabe com ele. Preciso me reconectar com quem ele foi, porque muito foi perdido. Então o Blog da Priscilla ganhará férias. Quando esse período acabar trarei mais conteúdo relacionado ao que eu decidi focar. Mais informação pessoal, seja lá de qual área eu seguirei atuando.
Ultimamente eu ando muito pensativa em relação ao meu futuro em tudo. Para onde vou? Quem eu quero ser? E a conclusão que cheguei é que me perdi no meio do caminho. Então enquanto eu não defino o caminho, vou sentar e desenhar o novo trajeto. Vocês me esperam?
Prometo que a jornada será muito mais bonita!
abril 04, 2018
Uso de tela para crianças - o que eu penso sobre isso
Tag: desabafo, maternidade abril 04, 2018 Por: Priscilla![]() |
| Ivan brincando no tablet |
Eu, particularmente, não gosto de criança exposta a muita tecnologia desde cedo, mas sabemos que hoje em dia isso é inevitável. Eu tento controlar o tempo e o que Ivan assiste. Por sorte, ou não, ele não fica mais que 20 minutos e nem para em uma mesma coisa por mais que dois minutos. Acredito que a proibição cria algo no imaginário deles que os tendenciam a querer cada vez mais. Então deixo ele ver, experimentar e assim ele enjoa e troca por algo mais atrativo - como os próprios instrumentos musicais dele e brinquedos.
A questão é que vez ou outra damos o tablet/smartphone na pretensão de que deixarão a criança quieta e é aí que entra o que eu realmente acredito: isso é ilusão!
Criança é ação. É energia pedindo para ser gasta. Para acalmar não é o tablet que vai resolver, talvez te ajude a acabar alguma tarefa. Mas no final, ele virá com mais energia e você terá que ter forças para lidar com isso.
Enquanto está na frente da tela, ele fica que nem um vulcãozinho armazenando a energia dele. E quando explode...ah...sabemos o quanto piramos, não é?! Quer gastar a energia do filho? Põe ele pra brincar, pra correr, subir, pular, dançar, etc. Depois disso ele vai ficar calmo, manso e até dormir ele vai - e aí você poderá fazer o que precisa.
Mas voltando ao ponto do início da conversa, tudo é equilíbrio. Vejo muito "extremista da maternidade" condenando tela pra crianças, esquecendo-se de que um dia foi criança que passava horas assistindo desenho na TV. Não pode ver uma criança com celular na mão que já condena a mãe (sempre é a mãe, já repararam?).
O excesso é que prejudica e só quem sabe o quanto ele está usando a mais ou não é o círculo familiar e se você não pertence a ele não julgue e nem dê palpites. Ok?
janeiro 09, 2018
Houve um dia no início de 2017 que eu me olhei no espelho e não gostei do que vi. Enxerguei uma pessoa cansada, muito abaixo do peso e que as roupas que tinha não cabiam mais. Eu tenho muita facilidade para emagrecer, então fiquei magra demais parecendo uma doente. Olheiras fundas, cabelo maltratado, pele ressecada, mentalmente exausta e sem fazer nada por mim. Nenhuma roupa cabia e tudo que eu tinha era de antes de engravidar ou de gravidez.
Eu ainda vestia roupas largas e minha prioridade era meu filho. Ele continua sendo, mas hoje sei que posso me por na frente em determinados momentos. Assim como revezo em relação a ser uma esposa mais presente. Tudo mudou nesse dia de frente para o espelho. Peguei a câmera e gravei o primeiro episódio do Projeto Resgata Mulher.
Criei essa série meio desafio para me policiar a cuidar mais de mim. Ela ficou restrita ao Youtube, em vídeos semanais para mostrar o que eu estava fazendo por mim. Comecei com ginástica e yoga em casa. Comprei roupa de ginástica nova e acabei ganhando outras. Esteticamente passei a me cuidar mais, fazendo as unhas semanalmente e depois voltando à minha rotina de “descascou, faz de novo” – já que eu mesma faço minhas unhas.
Voltei a passar cremes hidratantes todos os dias e a usar tudo que tinha no meu banheiro de cosméticos. Também voltei a me maquiar, ainda que eu faça apenas makes básicas, já que não vejo tanta necessidade de fazer bocão e carão todo dia. No entanto, o PRM (apelido que dei ao projeto) é muito mais que a parte externa. Foi preciso um trabalho interno de reconhecimento e identificação. Quem eu fui, quem eu estava sendo e quem queria ser. Fala mais sobre o SOU do que o FAZER.
Em 2017 o Projeto Resgata Mulher foi voltado ao meu cuidado comigo mesma e meu posicionamento no mundo como mulher, mãe e esposa. Aqui no blog vocês podem conferir a playlist com os episódios e verem minha transição até o ponto que estou hoje. Em breve retomo os vídeos do PRM no canal com uma pegada mais atualizada. Enquanto isso vocês podem assistir esse processo:
janeiro 02, 2018
Sobre planejar (quase) todas as coisas da vida
Tag: desabafo, organização janeiro 02, 2018 Por: PriscillaNão sei ao certo quando que a palavra planejamento passou a ser rotina na minha vida, talvez tenha sido quando comecei a trabalhar e precisava de ordem na cabeça para lidar com as tarefas. Ainda não contei por aqui, mas meu primeiro emprego - de verdade - aconteceu em meio a um período turbulento da minha vida em que eu tinha crises de ansiedade. Controlar meus passos e rotina ajudou.
Depois de um tempo acabei levando essa rotina para minha casa e planejar refeições, limpeza, compras e tudo mais virou uma constante. Depois de ter filho, então, isso tomou uma proporção maior, porque antes o planejamento era meu e não envolvia ninguém. Hoje envolve a família.
Você pode pensar "que chato isso, ela prevê cada passo". Mas não. Eu sou a rainha do improviso e a pessoa mais imprevisível que você conhecerá e justamente por isso preciso de planejamento, senão todo mundo entra no caos que é minha mente. Eu mesma burlo meus planners, imagina se não tiver escrito?
A questão é que se planejar não é se escravizar. É fazer visível tudo aquilo que você tem em mente e gostaria de fazer. Não significa seguir à risca, significa ter metas e objetivos claros e saber o caminho para se chegar onde quer. Não sou refém dos meus planners - você pode conferir todos os que já publiquei na tag de organização -, é só que eles me ajudam a chegar no meu desejo. Eu quero uma casa limpa? Planejamento de limpeza. Quero comer tal e tal coisa e ter mais tempo para meu filho e marido? Planejamento do cardápio. Quero ficar sarada e gostosa? Planejamento da academia. E assim vai.
Planejar vem me fazendo ter tempo para muitas coisas, isso porque consigo canalizar meu tempo no que realmente importa. Faço aquilo que tem que ser feito e estou livre. Muita gente pensa que vivo de faxina, mas arrumar a casa ocupa uma pequena parte do meu dia e eu faço apenas de segunda a sexta, para que aos finais de semana fique livre. Vou ser bem sincera, eu gasto mais tempo planejando do que executando. Eu faço de tudo para que na hora prática eu gaste o menor tempo ou dinheiro.
Muitos me chama de Monica Geller, já que adoro uma limpeza e organização. Pode chamar, mas eu sou Priscilla Oliveira mesmo, aquela que sabe a hora de ser imprevisível e a hora de seguir a cartilha à risca. Minha vida tem muitos compromissos, então tudo precisa acontecer nos mínimos detalhes. Eu já vivi muito no improviso e só o que consegui foi perder tempo e dinheiro. Hoje sei o quanto a organização é importante.
O ano está começando e você também pode ser mais organizado. Planeje mais e tenha mais tempo para si. Já publiquei uma série de planners aqui que podem te ajudar a ter mais tempo sobrando e ser mais focado. Não tem espaço para desculpas do tipo "ai eu não consigo"...TENTE!! Só nós podemos fazer por nós mesmos.
Pra fechar o post vou dar um exemplo de como ser organizada já me ajudou:
- Faculdade, período de monografia. Eu sabia o dia que queria apresentar o trabalho de conclusão do curso. Contei quantas aulas teríamos até lá e fui desenhando de trás pra frente tudo que teria que entregar até determinado prazo. Era julho e a apresentação em novembro, pouco depois do meu aniversário. Nesse meio tempo eu reservei espaço para ir ao Rock in Rio em dois dias. Ou seja: trabalho ok, lazer ok. A cada semana uma entrega conforme eu escrevi. Se tivesse que reescrever algo eu teria que incluir nos sete dias junto com o prazo seguinte, se acumulasse eu tinha os feriados também. A monografia foi entregue no prazo, apresentada com louvor e nota 10. Eu curti os dois shows do Rock in Rio e tirei uma semana e meia de folga. Planejei como seria e corri atrás.
É possível! Isso vale para estudos, carreira, bens materiais, limpeza, lar, família...o que você quiser. Planejar é importante, principalmente nos dias corridos que temos hoje em dia. Planejar não é ser escravo do tempo e tarefas, é saber onde se quer chegar e o que é preciso para isso.
Vem comigo nessa?
janeiro 01, 2018
Começamos o ano novo com post, porque foi assim que esse blog foi concebido: em uma manhã pós reveillón com muitas ideias na cabeça e um laptop no colo pensando sobre a vida. Se ao final de um ano fazemos balanços e planejamentos, quando outro ano de fato começa é hora de por tudo em prática. Muitas vezes não precisamos de algo mirabolante, basta apenas vontade. Foi o que aconteceu em 2010 quando sentei e criei esse espaço.
Não tinha o melhor layout, não tinha domínio comprado, não tinha nada além das minhas palavras na cabeça para por aqui. Agora eu tenho mais coisas, é verdade. No entanto, a postura mais ativa acabou ficando pra trás e deixei de fazer coisas pelo simples fato de "esperar o melhor momento". Por isso decidi que 2018 preciso fazer acontecer seja como for. Feito é melhor que perfeito.
Melhor do que não postar esperando a melhor foto, é postar. Entendeu? Não espere a melhor ocasião para realizar as coisas que deseja, porque significa que você não está fazendo nada do que queria. Faça acontecer!! Planeje, claro! Mas faça acontecer de algum modo! Não espere para depois do carnaval, depois que receber o salário, depois que voltar de viagem, depois de alguma coisa. Veja o que pode ser feito agora e faça!
Os primeiros posts desse blog foram escritos em um laptop na minha viagem de reveillon. Nem internet tinha onde eu estava, só fui criar o blog quando voltei. E voltei seca por esse momento. Então façamos assim: vá com sede ao pote para realizar o que deseja. Um passo de cada vez, não precisa ser o passo dos passos, mas dê o primeiro.
Eu quero muito poder voltar a escrever aqui como antes e já dei o primeiro passo. Estou aqui sentada no computador no dia 1º de janeiro. Não se vou conseguir manter o ritmo, mas dei o primeiro passo. Vem comigo por em prática desde já o que se quer?
setembro 20, 2017
Quando abri meu primeiro blog em 2004 jamais imaginaria a proporção do que seria ser blogueira e do quanto isso iria interferir na minha vida. Eu tinha acabado de entrar na faculdade de Jornalismo e só queria contar nas páginas do meu Blig (o Blog do IG) o que estava acontecendo na minha vida – algo que eu já escrevia nas minhas agendas, mas depois de sair da escola larguei de mão esse hábito.
Então ter um blog foi algo que foi amadurecendo com o passar dos anos. Os textos sobre a vida sempre foram o carro-chefe em todos aqueles que eu abri e fechei por motivos desconhecidos. Até mesmo neste blog que vos escrevo, cujo nome original é Garota de Escorpião, os textos de desabafo sempre foram maiores que qualquer outra coisa. No entanto, pouco depois da abertura dele, fui me encaminhando para um movimento natural de resenhas e opiniões de serviços e produtos.
Percebi nesse espaço um meio de me comunicar com mais pessoas sobre ideais, indicações e reclamações. As marcas perceberam tudo isso também e com isso comecei a ver meu hobby se transformar em meio de sustento. Cheguei a ganhar dinheiro com ele e em uma época – logo depois de transforma-lo em Blog da Priscilla – recebi tanto quanto meu salário. Mas nem tudo são flores e o status de ser blogueira chamou a atenção de muita gente que queria um pouco dessa fatia.
Daí degringolou tudo e chegamos ao que hoje é tido como influenciador digital. Mas antes que falemos dessa parte, preciso citar cinco coisas que aprendi ao longo dessa jornada nesses 13 anos como blogueira. Afinal, muita gente chega querendo aprender e querendo um espacinho nesse mundo virtual.
1- É possível ganhar dinheiro tendo blog – você terá oportunidades de publipost, link patrocinado, afiliados, banner, Google AdSense, entre outros.
2- Esse dinheiro chega para quem trabalha árduo e não vem rápido – como em qualquer carreira, primeiro vem o suor, depois a recompensa.
3- Parceria é legal, mas precisa de propósito – aceitar tudo que te propõe te coloca no limbo das “fáceis” que se sujeitam a tudo a troco de miserinha. Tenha consistência e direcionamento com quem vai trabalhar com você. Precisa fazer sentido.
4- Você vai fazer amigas na blogosfera, mas vai ver mais pernada do que roda de capoeira – há falsidade e gente pensando em si, muito jogo de interesses e pouco relacionamento sincero. Mas ele existe.
5- Tem que blogar por amor – se for blogar por status, brindes e dinheiro apenas sua carreira vai fracassar e você vai se desestimular em pouco tempo. Tenha paixão pelo faz.
Abordei esses pontos mais profundamente no vídeo abaixo e espero que vocês assistam, porque foi feito com muito carinho. Aproveita e se inscreve lá no canal!?
março 24, 2017
Papo de mãe: rotina de casa e crise dos filhos
Tag: desabafo, maternidade março 24, 2017 Por: Priscilla- Não se compare com outras famílias. Cada uma tem sua rotina, suas particularidades e características. Faça o que dá para fazer diante do que você tem. Tentar mudar sua vida e família por causa de outra só gera desgaste.
- Tire um tempo pra si. Se está vendo que está surtando, deixe os filhos com alguém de confiança e saia. Vai caminhar, ao salão, à praia, aproveite sua própria companhia ou de amigas.
- Não seja refém da rotina de limpeza, ela é sua parceira não sua chefe.
- Tente manter seu nível de sanidade mental em ordem para poder cuidar bem da sua família. Está se estressando por pouca coisa? Pausa, toma um banho, deixa de lado o que tava fazendo e só volta quando tiver bem.
- A prioridade sempre será seu filho. Então dedique-se a ele, brinque, faça bagunça e quando a energia dele estiver gasta, aí sim, vai e faz suas tarefas.
- Se a casa não está tão bagunçada e suja e você não liga pra isso, deixa pra lá e vai curtir sua família. Entrar na paranoia de que tem que limpar a casa vai te deixar maluca e sem tempo pra curtir você mesma.
março 16, 2017
O post de hoje é um desabafinho sobre uma coisa que venho observando: a eterna insatisfação das pessoas. Meu texto não tem teor de julgamento ou raiva, apenas uma constatação no geral, tirando até o que vivi como exemplo. Se tem uma coisa que aprendi aos 30 anos foi a agradecer mais e a partir de então pude perceber o quanto as reclamações estavam rondando minha vida. Várias coisas me incomodavam, mas o que eu fazia para mudar? Foi então que comecei a reclamar menos e agir mais. As portas se abriram milagrosamente.
Por isso hoje quero levantar essa pauta com vocês, porque quantos de nós não estamos satisfeitos com algo, mas não tomamos iniciativa de mudar aquilo que tanto nos desagrada? Passamos a olhar a vida do outro com mais detalhes com a chegada das redes sociais e isso abriu um portal de comparações, desejos e até inveja. Ficar feliz com as conquistas alheias torna a sua mais alegre também, questionar o outro não melhora em nada a sua vida.
Tive um episódio aqui no condomínio de um vizinho que jogou lixo pela janela e ficou preso no post. Aquilo pode futuramente acarretar em incêndio, já que é de plástico e ficou preso em meio aos fios e gerador (que por qualquer coisa explode e sai faísca). Sabemos o quanto as pessoas reclamam de enchentes e serviços mal prestados, mas nesse caso esse vizinho nem se atentou que ele colaborou para que um serviço fique prejudicado (abastecimento de luz) e ainda, se esse lixo cai, vai entupir muito um bueiro (era um pedaço imenso de plástico bolha).
Esse exemplo mostra como algo simples do nosso dia a dia pode interferir de forma grandiosa no entorno. Além dele não ter senso comunitário, não tem ecológico. Tudo uma hora volta para a gente. Por isso nossas atitudes e pensamentos devem ser positivos e pro bem. Vejo muita gente nessa eterna insatisfação da vida reclamando de emprego, da casa, das coisas que não tem, desejando algo fora do alcance e sofrendo por isso.
Em primeiro lugar, vamos parar de admirar aquilo que não sabe nas nossas vidas. Um exemplo: eu não sigo no Instagram perfis que não condizem com minha realidade. Não sou da classe AB, logo não consumo artigos de luxo, para que vou seguir marcas e blogueiras desse segmento? Pra chorar em posição fetal pelas viagens que não faço e coisas que não tenho? Do mesmo modo, admiro as donas de casa com casas luxuosas, mas na boa? Não é pra mim. Gosto de ver gente como a gente que tem a mesma louça pra fazer mesa posta, porque não tem uma variedade pra fazer combinações, assim como curto mães que cuidam da casa que não tem ajuda, porque me identifico.
Ao contrário de umas que ficam "com babá/empregada é fácil" nos comentários, prefiro não me martirizar vendo essas que tem ajuda e seguem lindas e faceiras com seus maridos em jantares afora. Aliás, eu até sigo uma que tem ajuda e marido é rico, mas tiro proveito do que ela diz, não do que ela tem, porque entendo que o que ela faz e opta na vida dela é diferente da minha vida.
Se tem uma coisa que temos nessa vida é escolha e precisamos ser responsáveis por elas. Se escolheu seguir um perfil que não condiz com sua realidade não reclame no perfil das coisas que a pessoa tem. A sua insatisfação pessoal nada tem a ver com o outro. Você criou isso. É bem melhor seguir alguém como você, mais próximo da sua realidade, porque você se identifica e pode tentar dialogar de igual pra igual.
Tem uma frase que é ótima: "A comparação é ladra da felicidade". E é isso. Busque a origem da sua insatisfação, porque ela foi criada e você verá que muitas podem ter surgido do simples fato de você se comparar a alguém. Se não foi, mude logo o que te perturba. Não fique nessa eterna insatisfação, não transforme sua vida em um muro das lamentações. Tá ruim? Faça melhorar! Ninguém mais é capaz de tomar as rédias da sua vida além de você.
Falei mais sobre esse assunto no vídeo de hoje do canal. Quer saber mais sobre esse tema? Assiste abaixo e não esqueça de se inscrever no canal!
março 08, 2017
Quando eu era criança, e apenas uma menina, pensava que ser mulher era ser que nem a mamãe. Era cuidar da casa e dos filhos com primor, ter um tempo para os projetos de trabalho próprios, se arrumar e ficar bem cheirosa. Na minha cabeça infantil, ser mulher era saber cuidar de tudo para que as coisas saíssem bem e isso significaria colocar o jantar prontamente à mesa e saber os gostos de cada um dos filhos para agradar a eles na refeição.
Na adolescência eu pensava que ser mulher era o máximo. Era alguém sensual, sexy e independente. As mulheres trabalhavam fora, namoravam, se vestiam muito bem e ganhavam salários ótimos que as permitissem ter o que quisessem. Nessa época não era mais a minha mãe o modelo e sim as mulheres da capa da revista (Nova ou Claudia). Logo, na minha cabeça oca, eu acreditava que as mulheres também deviam saber satisfazer um homem na cama.
Aí eu cresci, virei mulher, entrei no mercado de trabalho e lidei com homens legais e muitos, mas muitos homens babacas. Percebi que ser mulher era ser objeto de desejo, alguém que devesse satisfazer os homens, fazer a vontade deles, tê-los como centro do universo (me vi em situações de disputa por homens que eu me recusava a participar), ser assediada constantemente na rua, na boate, no trabalho e na internet.
Na minha vivência adulta percebi que ser mulher era ter salários mais baixos, ser julgada pela roupa, ser considerada culpada até quando somos vítimas, ser questionada de coisas que nem deveriam ser questionadas. Percebi que há um jogo de poder entre homens e mulheres e uma série de pequenos atos que tornam com que sejamos sempre consideradas algo menor- incluindo a questão do azul/rosa e sangrar mensalmente.
Independente da minha faixa etária ou imaturidade eu sempre pensei que uma mulher pudesse ser o que ela quisesse ser. Fazer o que quisesse fazer. Em nenhum momento imaginei que ser mulher era um fardo, como alguns pensam que é. Apesar de alguns momentos da minha vida ser tolhida em palavras e ações, eu sempre fui considerada a louca, grossa, causadora e polêmica entre meus amigos.
Em um tempo em que ser "bela, recatada e do lar" era requisito obrigatório para ser bem aceita eu puxava pautas de religião, sexo, gênero e individualidade. Quantas vezes não fui julgada pela roupa que ia às festas? Por não querer dar satisfação da minha vida? Por não aceitar imposição de homem algum sob pretexto de poder ou força?
Cresci e fui apresentada ao machismo, mesmo já tendo conhecido ele dentro de casa e pouco entendido sobre ele na época. Hoje, aos 31 anos, aprendi que ser mulher é tudo isso que falei, inclusive do que pensava quando criança e adolescente, porque ser mulher ainda é ser e fazer isso tudo. É uma conquista diária por espaço, representatividade e respeito.
Ser mulher é ser feminina, vaidosa, delicada e blá blá blá. Ok, ouvimos isso desde sempre. Mas ser mulher, gente, é uma luta constante. Pra ser ouvida, respeitada, ser acolhida e menos julgada. Alguém inventou recortes dentro do sexo feminino que vem nos distanciando uma das outras. Uma luta contra a outra. É preciso haver mais união para que consigamos chegar onde queremos na questão de respeito.
Hoje é dia internacional da mulher. Pra mim, nunca será um feliz dia enquanto a desigualdade e violência contra nós continuar a ser notícia. A luta continua.
janeiro 31, 2017
Ouvia Lenine com um ouvido aguçado e aprendi a gostar de Moska, Pedro Mariano e Baby do Brasil ali. Lembro com dor no coração quando a Nova Brasil saiu do ar em 2008, sofri. Me doeu também quando a Antena 1 deixou o dial em 2009. As músicas boas estavam ficando escassas.
Foi em 2010 que me joguei com tudo em ouvir a MPB FM, a única que restava voltada apenas à música nacional. Vários relatos desse blog vieram a partir de episódios ouvindo a rádio. Ouvi bastante nas minhas caminhadas para a faculdade de manhã cedo e isso me inspirava!
Aprendi a dar valor à músicas de artistas que eu pouco ou nunca ouvia como Novos Baianos, Maria Betânia, Fafá de Belém, Emílio Santiago, entre outros. A rádio contribuiu para que relíquias da música brasileira não ficassem esquecidas, como canções de Raul Seixas, A Cor do Som, Rita Lee, além das bandas de rock dos anos 80. Ela também foi responsável por me apresentar as novas vozes femininas da MPB como Céu, Mariana Aydar, Roberta Sá, Tiê, Ana Cañas, Tulipa Ruiz, Roberta Campos e Maria Gadú.
Eu ouvia MPB FM indo pro estágio e era quase que uma preparação, porque eu trabalhava na Lapa, em uma redação de jornal. O clima era de MPB. A saideira no bar, a feira do Lavradio, o jeito despojado tudo era MPB. Aos finais de semana, no carro entre a casa do namorado e a minha ouvia Samba Social Clube. Que delícia de clima era! Assim como voltar do trabalho e ouvir o Zoombido.
Ouvia a rádio no carro, em casa, ao lado da cama, na hora da faxina, no trabalho...em tantos lugares. Ouvia.
Porque hoje, 31 de janeiro, a MPB FM se despede do dial. Mais uma gigante que se vai. Tanta história, tanto conteúdo deixado de lado.
Os novos devices são bacanas, ok. Geral curte Spotify, mas nada é como o rádio. Nada é tão democrático e acessível. Por mais que haja rádio online, saber que uma delas se vai é algo que o país todo perde. Ainda mais uma como a MPB FM, com o diferencial que ela possui.
É triste.
É dia de luto.
A música nacional vive uma crise, o jornalismo vive uma crise, rádios vivem uma crise.
Um pouquinho de minha história se vai com o fim da MPB FM.
#LutoPelaMPBFM
Segura firme, JB FM. E, Antena 1: você voltou há pouco tempo, se segura aí também.
dezembro 31, 2015
Faz tempo desde a última postagem, não é? Pra quem me acompanha no Instagram ficou fácil saber porque parei com as postagens: Ivan chegou! Me tornar mãe mudou minha vida. E foi isso que centrou o meu 2015.
Comecei o ano de maneira simples, vivendo um dia de cada vez. Assim que o carnaval passou veio a notícia da gravidez e vivi nove meses intensos girando em torno da barriga. Os enjoos, a coluna que travou, a descoberta do sexo do bebê, a compra do enxoval, cada ultrasonografia, a preparação do chá de bebê (ou chás), a arrumação da casa pra chegada do Ivan e as mudanças do corpo.
A reforma em casa foi uma loucura, mas uma loucura boa! Eu ia me mudar e desisti com o contrato na mão. O foco do blog foi mudando e acompanhando esse meu novo lado. Mas também foi turbulento por aqui porque meu trabalho me demandou muito!
Nem todas as ideias que tive não chegaram a sair do papel, mas o canal do blog no YouTube ficou mais movimentado. Espero que em 2016 eu possa estar mais ativa por lá.
O ano foi uma montanha russa de acontecimentos, mas agradeço por tudo! O fato do meu filho ter nascido perfeito e da forma que eu queria já é o maior e melhor motivo pra agradecer.
Meu filho.
Minha família.
Minha casa.
Meu lar.
Meu trabalho.
Só agradeço o que 2015 me trouxe!
E que venha 2016 carregado de acontecimentos maravilhosos! Que Deus nos abençoe!
Que seja leve, doce, alegre...que seja incrível!
maio 18, 2015
Gravidez e trabalho: dúvidas de uma mãe de primeira viagem
Tag: desabafo maio 18, 2015 Por: Priscillamaio 13, 2015
janeiro 06, 2015
junho 21, 2014
abril 29, 2014
Sobre métricas e outras questões bloguísticas
Tag: desabafo, papo torto abril 29, 2014 Por: Priscillaabril 11, 2014
abril 08, 2014
O item mais importante na organização de um casamento
Tag: casamento, desabafo abril 08, 2014 Por: Priscilla
Há quem fantasie o casamento até a chegada em casa, após a lua-de-mel. Planejam a cerimônia, festa, convites, lista de presentes, vestido, terno, chá-de-panela e lua-de-mel. E depois? Planajeram os gastos mensais com as contas? Planejaram quem vai pagar o que em casa? Planejaram que tipo de coisas podem abrir mão caso um dos dois fique desempregado? Tem reserva de dinheiro ou estão gastando as economias com a festa de casamento? Não querendo ser chata, mas é preciso pensar na parte boa e na ruim! Assim que chegarem em casa a responsabilidade vai chegar junto. março 08, 2014
Aqui no Ocidente a data foi comemorada entre 1910 e 1920, mas caiu no esquecimento. O assunto voltou à tona pelo movimento feminista na década de 60. De lá para cá as mulheres tiveram maior acesso ao mercado de trabalho, estudos, anticoncepcional, entre outras coisas. Mas a igualdade que tanto lutaram está longe de acontecer. As mulheres ainda são minoria em cargos de chefia e em muitas empresas não recebem o mesmo salário que os homens.
Ainda temos muito o que lutar! A igualdade nunca vai existir enquanto existirem pensamentos machistas. Enquanto a sociedade for patriarcal. Não quero mais pessoas que julgam e condenam a mulher com base em argumentos de diferenciação. O homem pode conversar sobre sexo na mesa do bar, mas a mulher não pode, porque é vulgar. Mulher não pode ficar bêbada, é vulgar. Homem não pode vestir rosa. Meninas não podem brincar de carrinho. O filho tem que pegar geral. A filha, se o pai descobrir que está namorando, fica de castigo. Homem não pode ser "do lar", é vergonhoso. Mulher não pode usar roupa justa e curta, é vadia. Mulher não pode amamentar em público, é imoral. 




















